Multiplicidades, 2024 – Passagem Literária, São Paulo
Em Multiplicidades (2024), as pinturas partem da variedade de corpos, origens e histórias que ocupam um mesmo território. Não construí um mundo ideal: construí um espaço onde a diferença não precisa se justificar para existir. É o inverso do que acontece fora da tela, onde populações inteiras são varridas de seus lugares e a estranheza vira motivo de conflito.
Multiplicidades, 2024 – Passagem Literária, São Paulo
Exposição Multiplicidades, 2024 – Passagem Literária, São Paulo
A exposição fecha com Ponte de Chinvat (2024). No zoroastrismo, a ponte de Chinvat separa o mundo dos vivos do mundo dos mortos, e o que decide a travessia não é recompensa nem punição, mas a consequência natural das escolhas feitas em vida. Foi isso que me interessou: a ideia de que o destino de alguém é o resultado acumulado de decisões, não um veredito externo. Descartar é uma dessas decisões.
Ponte de Chinvat, 2024
Tinta para tecido e acrílica sobre canvas
2,40 x 1,60 m (cada) / 2,40 x 3,20 m (total)
Coletiva – Sociedade do Descarte, 2025/2026 – Passagem Literária, São Paulo
Em Sociedade do Descarte (2025–26), a matéria-prima vem do lixo. São objetos que a cidade produz para não ver – e que chegam ao trabalho carregando o que já viveram: marcas de uso, avarias, restos de função. Um dado descartado não guarda nada. Um objeto descartado guarda tudo. É essa diferença que a exposição investiga: o que sobrevive ao apagamento quando alguma coisa é jogada fora.
Coletiva – Sociedade do Descarte, 2025/2026 – Passagem Literária, São Paulo
Há um fio entre as duas exposições, e ele é o mesmo gesto operando em escalas diferentes. Byung-Chul Han descreve uma crise da narração: informação em excesso, memória de menos, o ócio substituído pelo scroll, e com isso a perda do véu que dava mistério às coisas. O que essa perda produz é um mundo sem história acumulada. Foi o que reconheci indo do primeiro trabalho ao segundo: pessoas empurradas para a margem e objetos empurrados para o lixo perdem a mesma coisa. A narrativa de onde vieram. A arte aqui não devolve essa narrativa — apenas segura o desaparecimento por tempo suficiente para que ele seja visto.
Forever III, 2025
Acrílica e assemblagem de embalagens e diversos descartes em caixa de madeira com tampa de acrílico.
58 x 36,5 x 4 cm
Forever I, 2025
Assemblagem de embalagens e diversos descartes em caixa de madeira com tampa de acrílico.
58 x 36,5 x 4 cm
A New Cultural Virus, 2026
Acrílica e assemblagem de itens variados sobre placa de madeira
58 x 57 cm
Time Capsule, 2025
Assemblagem de diversos descartes em caixa de acrílico
44,5 x 34,5 x 4 cm
Mural 2225, 2025 – Condomínio residencial, São Paulo
Mural 2225, 2025
Acrílica e tinta spray sobre parede.
2,40 m (A) x 3,05 m (L1) x 1,54 m (L2) x 2,55 m (L3)
After the Brain Storm, 2025
Acrílica e tinta spray em escultura de fibra de vidro – 1,60 x 1,20 m
After the Brain Storm, 2025
Acrílica e tinta spray em escultura de fibra de vidro – 1,60 x 1,20 m
Calendário 2026 - Cavalo de Fogo Impressão em Papel Pólen, 42 x 29,7 cm
Daruma, 2024/25
Tinta spray em mini refrigerador
42,5 x 48,2 x 51,9 cm
Daruma, 2024/25
Tinta spray em mini refrigerador
42,5 x 48,2 x 51,9 cm
TRABALHOS ANTERIORES (2011–2023)
Voodoo é pra Jacú, 2019 – Porão da Cerveja, São Paulo – Brazil
Astro Jazz, 2021
Acrílica sobre painel de madeira
60,5 x 70,5 cm
All in Jazz, 2021
Acrílica sobre painel de madeira
60,5 x 70,5 cm
Oga san, 2013
Acrílica sobre painel de madeira
80 x 65 cm
Hit Idea, 2013
Acrílica sobre painel de madeira
65 x 80 cm
Builder, 2011
Grafite e Posca sobre papel
29 x 20 cm
Arquitetura do Abstrato (diptych), 2023
Acrylic on canvas
each 19.7 (H) x 15.7 (W) in
Abstração Amarela, 2023
Acrílica sobre painel de madeira
72,5 x 91 cm
Pizza Pizza, 2014
Acrílica sobre Parede de Drywall
2 x 4 m